O verdadeiro patriotismo é o que concilia a pátria com a humanidade.
Joaquim Nabuco, 1849-1910
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segunda-feira, 10 de março de 2008

É o salário mínimo, estúpido

Deu no blog Entrelinhas:
O que vai abaixo é o artigo semanal do autor destas Entrelinhas para o Correio da Cidadania. Em primeira mão para os leitores do blog.
O colunista Waldemar Rossi, sempre lúcido em suas análises sobre o mundo do trabalho, cometeu um tremendo erro de avaliação no artigo sobre o novo valor do salário mínimo. Rossi desdenha o aumento de 9% concedido ao salário mínimo e se vale da longa série histórica para dizer que o benefício deveria estar valendo exatos R$ 1.924,59 para se equiparar ao "que manda a lei que o criou, em 1º de Maio de 1940", segundo estudos do Dieese.
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O grande equívoco no raciocínio de Waldemar Rossi é simples: trabalhador algum jamais recebeu o que o Dieese acha justo, mas o que os vários governos estabeleceram como o salário possível de ser pago. Ora, a política de recuperação do valor do salário mínimo do governo Lula pode até ser criticada pela timidez, mas é bem mais forte do que a do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), por exemplo – se Lula der um aumento de 5% no próximo ano, já terá superado percentualmente toda a valorização do salário mínimo nos oitos anos do governo tucano. Assim, quando os trabalhadores brasileiros comparam os aumentos concedidos pelos últimos governos, percebem logo que a gestão petista foi bem mais generosa do que as anteriores.
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No fundo, é fácil saber quando o governo Lula acerta a mão para o lado dos trabalhadores: em geral, as entidades empresariais ou os veículos de comunicação que representam o Capital logo aparecem para criticar as medidas. É o caso da política de valorização do salário mínimo, tão criticada pela Fiesp, CNI, revista Veja e editorais do Estadão. Que a esquerda também toque este mesmo bumbo, não deixa de causar um certo espanto.

Postado por Luiz Antonio Magalhães
Leia na íntegra em http://blogentrelinhas.blogspot.com/2008/03/o-salrio-mnimo-estpido.html

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

A festa do mensalão

Deu no Correio da Cidadania: Por Luiz Antônio Magalhães

Em tempos um tanto conturbados pela crise financeira nos Estados Unidos, começou um espetáculo novo, o tal julgamento do Mensalão.

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Aliás, não deixa de ser interessante, antes de entrar no mérito da questão, notar como o noticiário hoje obedece à velocidade e ritmo da cobertura em tempo real: o acidente com o avião da TAM levou os membros das CPIs do Apagão Aéreo à condição de xerifes da Nação, porém por poucos dias, até a entrada em cena do General Patton tupiniquim, o grande (enorme, na verdade, com seus quase 2 metros) Nelson Jobim, que tem mostrado bastante serviço à frente do ministério da Defesa.

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Voltando então para o julgamento em curso, a primeira observação que se pode fazer é a de que a imprensa está tratando do assunto de forma equivocada. Não existe nenhum mensaleiro sendo julgado, nem mesmo o inefável José Dirceu, verdadeira unanimidade na antipatia dos maiores veículos de comunicação do país. Sim, é isto mesmo, não há julgamento algum em curso. O que o Supremo está julgando é a admissibilidade das denúncias do Procurador Geral da República. As denúncias que forem admitidas vão se transformar em processos e, como este ainda é um país democrático, os acusados terão garantido o direito de se defender. É lento, é chato? Tem gente que acha, mas esta coluna admite que prefere a lentidão e a chatura a julgamentos e execuções sumárias.

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E se Renan manobrar mais um pouco, pode até conseguir adiar a votação da sua cassação no Plenário. Com sorte, Renan ganha mais um mês e o seu calvário terá como competidor o ensaio de Mônica Veloso na Playboy, isto se nenhuma outra namorada de políticos brasilienses aparecer por aí para tirar de Mônica seus 15 segundos de fama...

Luiz Antônio Magalhães é editor de política do DCI e editor-assistente do Observatório da Imprensa (www.observatoriodaimprensa.com.br).

Blog do autor: http://www.blogentrelinhas.blogspot.com/

Leia na íntegra em http://www.correiocidadania.com.br/content/view/776/49/