O verdadeiro patriotismo é o que concilia a pátria com a humanidade.
Joaquim Nabuco, 1849-1910
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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Bloqueios do crescimento

Deu no Vermelho:
por
Luciano Siqueira*
O Banco Central, conluiado com o sistema financeiro privado e com amplo apoio da mídia conservadora, fomenta o ambiente para o bloqueio do crescimento da economia. E avança: fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentasse a taxa de juro básica (Selic) em 0,5 ponto – de 11,25% para 11,75% –, e agora comemora cortes substanciais no Orçamento da União.

Segundo o Decreto nº 6.439, publicado ontem no Diário Oficial da União, estão contingenciados R$ 19,2 bilhões no Poder Executivo, com destaque para o Ministério das Cidades, que terá o maior corte nominal no orçamento do Executivo neste ano: R$ 2,720 bilhões – prejudicando programas de ciclovias, de habitações de interesse social e de infra-estrutura. Péssimo para nossas cidades, tão carentes de recursos para investimentos em intervenções físicas em favor da melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes.
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O pretexto é falacioso: pressão inflacionária. Entretanto, a rigor não se pode afirmar que o país esteja ameaçado pela inflação. Há, sim, uma expansão expressiva do consumo impulsionado pelos aumentos reais do salário-mínimo e da massa salarial, e pela ampliação do crédito. Porém nada que a base produtiva em incremento não suporte.
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E os banqueiros, como ficam? Segundo informa o Valor Econômico, nem esperaram o anúncio do aumento da Selic, na semana passada, para elevar os juros. Novas tabelas das taxas para financiamento de veículos chegaram às revendas de automóveis um dia antes. Enquanto o crédito para empresas também ficou mais caro, com elevação média de 0,12 ponto percentual na taxa efetiva do capital de giro e desconto de duplicatas.

Enquanto isso, no noticiário dominante pontificam o denuncismo irresponsável e a seqüência de factóides fabricados pela oposição, como se o Brasil real fosse movido a dossiês e a cartões corporativos.
*Luciano Siqueira, Médico
Leia na íntegra em http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=36522

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Eleições municipais e hegemonia

Deu no Vermelho:
por Luciano Siqueira*


As eleições são episódicas, a disputa pela hegemonia política - condição preliminar para interferir nos rumos do país – é permanente. Enquanto se pede o voto e se vota a cada dois anos, o conflito de idéias e o acúmulo ou a perda de forças acontece a toda hora, nas mais diferentes esferas da vida social.
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De fato, com a vitória de Lula em 2002 e a reeleição em 2006, pela primeira vez forças de esquerda aliadas a correntes progressistas assumem o comando da nação. Os perdedores, entretanto, nunca deixaram de resistir e prosseguem a quebra de braço pela hegemonia na sociedade brasileira usando de todos os instrumentos possíveis.
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Todas as forças se preparam intensamente para a batalha. Cada uma a seu modo, conforme sua natureza político-ideológica e sua perspectiva estratégica.
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Caso do Recife e cidades da Área Metropolitana. Há que considerar a variável geopolítica, ou seja, priorizar, além da capital e de cidades que os comunistas já governam (Olinda e Camaragibe; e Goiânia, muito próxima), cidades como Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, que protagonizam mudanças importantes na economia do estado – e onde devem se expandir o proletariado de ponta (metalúrgicos, químicos, petroleiros) e variados segmentos prestadores de serviços. Para que o acúmulo de forças que venha a ser obtido tenha base social e política consistente para a disputa pela hegemonia na sociedade pernambucana.
Luciano Siqueira, Médico
Leia na íntegra em
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=23642